29 dezembro 2007

JP Simões entre os melhores do ano (V)

Os críticos do Expresso fizeram uma listagem, por ordem alfabética, daqueles que consideram ser os melhores trabalhos discográficos deste ano. Entre os 14 discos escolhidos está o álbum de estreia a solo de JP Simões, 1970.
Com esta distinção, JP Simões faz o pleno: todas as publicações de referência na área da crítica musical classificaram 1970 como um dos melhores discos lançados em 2007.

JP Simões entre os melhores do ano (IV)

A revista NS, distribuída com as edições de sábado do JN e do DN, seleccionou 1970 como o nono melhor álbum nacional de 2007.
«A estreia a solo do vocalista dos Belle Chase Hotel e Quinteto Tati resulta num disco próximo da obra de Chico Buarque, com retratos magníficos da geração de 70», lê-se no texto que acompanha a escolha do álbum de JP Simões.

26 dezembro 2007

JP Simões entre os melhores do ano (III)

O Ípsilon, suplemento cultural do jornal Público, classificou 1970, de JP Simões, como o 15º melhor disco de 2007. Contabilizando apenas as produções nacionais, 1970 salta para o pódio, sendo considerado pelos críticos do prestigiado diário como o terceiro melhor álbum português do ano, superado apenas por À Espera de Armandinho (Pedro Jóia) e por Marches of the New World (David Maranha).
«Já em 'La Toilette des Étoiles', segundo disco dos Belle Chase Hotel, ele namoriscava a canção brasileira clássica e mais tarde, com o Quinteto Tati, o namoro deu em noivado. '1970', o disco de estreia a solo, é o casamento, mas a bossa de perfeitos arranjos serve para narrar separações, cabeçadas, e aquela melancolia que é mais portuguesa que brasileira. Disco de canções imaculadas e palavras de uma justeza que chega a ser cruel», escreve o jornalista João Bonifácio acerca da obra de JP Simões.
Na mesma edição, o Ípsilon elege JP Simões como uma das figuras musicais do ano que se aproxima do fim. «O imaginário da bossa casa bem com as histórias de gente pequena aos tropeções nos buracos da cidade grande, em '1970'. O Brasil ficou deslumbrado e, da TV Globo à Folha de São Paulo, o homem recebeu os elogios que, por cá, toda a gente parece ter medo de dar», assinala, de novo, João Bonifácio.

JP Simões entre os melhores do ano (II)

Os leitores da revista Blitz colocaram 1970 como 9º melhor disco português de 2007. «JP Simões é um dos novos génios da música portuguesa. A par de Manuel Cruz, ex-Ornatos Violeta, mostra que é possível fazer boa música e bons poemas em português», lê-se num texto assinado por Janey, uma das pessoas que participaram na votação. Pink Moon diz que 1970 «é um excelente retrato da geração 'herdeira do silêncio'». O disco eleito melhor do ano foi Dreams in Colour, de David Fonseca.

JP Simões entre os melhores do ano (I)

A redacção da revista Blitz elegeu 1970, o disco de estreia a solo de JP Simões, como 12º melhor álbum nacional de 2007. O primeiro posto desta lista foi ocupado por Shangri-La, dos Wraygunn.

19 dezembro 2007

De Guimarães a Lisboa é um dia de distância

Enquanto o mundo lá fora prossegue a azáfama em busca de um pechisbeque para oferecer ao enémiso contemplado pela sua lista de presentes, JP Simões e a sua banda continuam a cantar e a tocar o álbum 1970 e outras iguarias sonoras.
Na próxima sexta-feira, 21 de Dezembro, a orquestra simoneana desloca-se a Guimarães, onde atrairá ao Centro de Artes e Espectáculos São Mamede aqueles que trocam uma noite em engarrafados centros comerciais por um concerto catita - há tipos para tudo...
Quais conquistadores, JP Simões e os seus homens partem de Guimarães e vão por aí a baixo. Não perseguem mouros nem tencionam ter visões para os lados de Ourique - mas nunca se sabe... Tudo aponta para que não passem de Lisboa, sem que ninguém fique atracado, é certo. É na capital que o entusiasmado público do Cabaret Maxime espera umas cornetadas e outras intervenções musicais menos bélicas, no sábado, 22 de Dezembro.

13 dezembro 2007

JP Simões na Galiza

JP Simões é o músico representante de Portugal no concerto lusófono que encerra o festival Cantos na Maré, que decorre em Pontevedra, Galiza.
O espectáculo de encerramento realiza-se no próximo sábado, 15 de Dezembro, às 21h00 locais, no Palácio da Cultura de Pontevedra. Pelo palco passam JP Simões (Portugal), Uxia e Mercedes Peom (Galiza), Ceumar (Brasil), Paulo Flores (Angola) e Nancy Vieira (Cabo Verde).
A banda de palco é composta pelos músicos Paulo Borges (piano e acordeão), Manecas Costa (guitarra), Paulo Charlín (baixo), João Ferreira (percussão), Jon Luz (cavaquinho), Quiné (bateria), Amadeu Magalhães (cordas e flautas), David Zacarias (violoncelo) e Óscar Fernández (acordeão e sanfona).

05 dezembro 2007

Quinteto Tati no Musicbox

O Musicbox, no Cais do Sodré, Lisboa, comemora amanhã, 6 de Dezembro, um ano. A festa será longa e terá como cabeça-de-cartaz a actuação do Quinteto Tati, banda que tem em JP Simões e em Sérgio Costa a sua força criadora.

À conversa... em Matosinhos

JP Simões é um dos convidados para a comemoração do 20º aniversário do edifício dos Paços do Concelho de Matosinhos, uma obra do arquitecto Alcino Soutinho. A efeméride serve de mote para uma série de iniciativas culturais. Entre as quais, destaca-se um encontro com JP Simões.
A iniciativa designa-se "À Conversa com... JP Simões" e acontece na próxima sexta-feira, às 18h15, na Biblioteca Florbela Espanca, Matosinhos.

07 novembro 2007

Novos vídeos

Dois vídeos do concerto da Tertúlia Castelense já estão disponíveis aqui ao lado. A participação no Gato Fedorento e um excerto do concerto no Coliseu também já podem ser vistos.

03 novembro 2007

JP Simões em Estarreja

A próxima actuação ao vivo de JP Simões está marcada para sexta-feira, 9 de Novembro, às 22h00, no cine-teatro de Estarreja. Neste concerto, as canções serão apresentadas em arranjos para duas guitarras. JP Simões será acompanhado por Miguel Nogueira. As entradas custam entre €5 a €7,5.
No dia 12, JP Simões sobe ao palco do Coliseu dos Recreios, na primeira parte do concerto de Seu Jorge. Nesta ocasião, JP Simões tocará acompanhado por toda a banda.

O concerto da Tertúlia Castelense visto pela blogosfera

Campainha Eléctrica. Geração Rasca. Hug The DJ. Luz Oblíqua. Marginalizante.

25 outubro 2007

JP Simões no Coliseu dos Recreios

JP Simões apresenta-se ao vivo no Coliseu dos Recreios, Lisboa, no dia 12 de Novembro. O autor do álbum 1970 é o artista convidado para fazer a primeira parte do espectáculo do brasileiro Seu Jorge.
Neste concerto, JP Simões vai actuar acompanhado pela banda com que gravou o seu disco de estreia a solo: Rui Alves (bateria e percussão), João Baptista (baixo), Tomás Pimentel (sopros), Sérgio Costa (piano e flauta) e Miguel Nogueira (guitarra).

Tertúlia Castelense
Ainda antes de subir ao palco do Coliseu, JP Simões actua no bar Tertúlia Castelense, Castelo da Maia, arredores do Porto, no dia 31 de Outubro, às 23h30. Neste espaço, em que já se apresentou com o Quinteto Tati e com o projecto a solo Canções do Jovem Cão, JP Simões dará um concerto mais intimista e com arranjos minimalistas das suas composições.

03 outubro 2007

O Vírus da Vida: próximas apresentações


As sessões de apresentação de O Vírus da Vida, livro de contos de JP Simões com ilustrações de André Carrilho, continuam esta semana. Na sexta-feira, dia 5, às 18h00, a sessão decorre na Fnac de Coimbra. No dia seguinte, também às 18h00, Rui Reininho junta-se aos autores para apresentar o trabalho na Fnac do Norteshopping, Matosinhos.
No dia 10, às 18h30, é a vez da Fnac do Centro Comercial Colombo, Lisboa, acolher nova apresentação. No dia 13, os autores estarão na livraria Bulhosa, no Oeiras Parque, às 18h00.
As sessões contam com a presença dos autores e incluirão leitura de contos, música e projecção de imagens.

27 setembro 2007

Sérgio Godinho com JP Simões


Sérgio Godinho é o convidado para apresentar o livro de contos de JP Simões, O Vírus da Vida, na Fnac do Chiado, Lisboa. A sessão, que contará ainda com a presença de André Carrilho, que ilustra os textos do livro, está marcada para as 17h00 do próximo sábado.
Quem se deslocar a este evento assistirá a uma sessão de leitura, projecções e música. Terá ainda a oportunidade de pedir aos autores que autografem os exemplares que adquira.
A apresentação do primeiro livro de contos de JP Simões - que já viu publicado em livro a Ópera do Falhado - é o destaque de capa da agenda quinzenal da Fnac para a Grande Lisboa.

07 setembro 2007

Concerto no Musicbox

JP Simões apresenta-se ao vivo no Musicbox, ao Cais do Sodré, Lisboa, no dia 14 de Setembro. O autor de 1970 será acompanhado por Luanda Cozzeti e Norton Daiello, a dupla por trás do Couple Coffee. O bilhete custa €8 e o espectáculo começa por volta da meia-noite.

17 agosto 2007

JP Simões lança livro de contos


O livro de contos de JP Simões, O Vírus da Vida, será lançado em breve pela Sextante Editora. A obra, que tem ilustrações de André Carrilho, será apresentada nas lojas Fnac.
Sérgio Godinho é o convidado para apresentar o trabalho na loja do Chiado, Lisboa, no dia 29 de Setembro. No dia 5 de Outubro é Jorge Melícias quem dá a conhecer o livro, na loja de Coimbra. No dia seguinte, Rui Reininho é o convidado a revelar a sua leitura dos contos, na Fnac do Norteshopping, Matosinhos.
JP Simões e André Carrilho estarão presentes nas sessões, que incluirão leituras, projecções e música.

19 junho 2007

Seis datas no Brasil

A digressão de JP Simões pelo Brasil, que se inicia no dia 21 de Junho, contempla, para já, seis concertos. Os dois primeiros, nos dias 21 e 22 de Junho, realizam-se no Teatro SESC de Pompeia, São Paulo. No dia 29, JP Simões actua no Cais do Oriente, no Rio de Janeiro. Ainda no Rio, será possível ver o espectáculo de JP Simões no Panorama, no dia 2 de Julho.
O final da digressão está previsto para 13 de Julho, data do regresso a São Paulo para tocar no Clube Caiubi. Antes, no dia 5, é a vez de o Teatro Violeta Arraes - Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, Ceará, servir de palco para o trabalho do artista português.

17 junho 2007

JP Simões na nova série do 3 Pistas

A iniciativa da Antena 3 denominada 3 Pistas regressa para uma terceira série. As primeiras sessões da nova série são transmitidas amanhã, segunda-feira, 18 de Junho. JP Simões, assim como Nuno Prata e Cindy Kat, terão as suas prestações no éter no dia seguinte, às 21h00.
O 3 Pistas é um conceito que leva os músicos ao estúdio para interpretarem originais seus e uma versão, usando apenas um microfone e mais duas pistas de gravação, que podem ser ocupadas por outros microfones ou por instrumentos.
Os concertos 3 Pistas serão transmitidos durante o horário habitual do programa Portugália, entre as 21h e as 22h, de segunda a sexta-feira. O cardápio completo da terceira série do 3 Pistas pode ser consultado aqui.
As sessões anteriores do 3 Pistas deram origem a um álbum, no qual JP Simões participou através do Quinteto Tati, interpretando Uma Para o Caminho, daquela banda, e Gota d'Água, de Chico Buarque.

15 junho 2007

JP Simões à Blitz

A propósito da atracção dos artistas portugueses pelo Brasil, a revista Blitz ouviu as opiniões de JP Simões, Maria João, Maria de Medeiros e Teresa Salgueiro. Aqui fica o naco de prosa dedicado a JP Simões:

JP Simões já cantou em francês, inglês e português com sotaque de Coimbra (alegadamente, o sotaque-norma do nosso país), mas nunca negou o capilé que lhe corria no sangue. Em 2007, após vários atrasos e contratempos, lançou o primeiro disco a solo, 1970, retrato desencantado da geração que (também) é a sua, traduz uma viagem no tempo e no espaço. «Consta que existiu 1970, mas hoje, depois de a humanidade ter passado por tanta poluição e abuso de drogas, ninguém tem a certeza do ano em que nasceu». A única versão incluída em 1970, Inquietação, foi feita para o original de José Mário Branco, mas a estreia em nome próprio de JP Simões transpira Brasil - nos arranjos, no ambiente e em Fábula Bêbada, a faixa que abre o disco e remete de imediato para Construção, o superclássico de Chico Buarque, do álbum homónimo de 1971.
«É uma música inspirada na Construção. Tem uma narrativa, um pano de fundo diferente. A personagem, aqui, não é o operário na construção - é a própria cidade», compara JP. «É uma espécie de jogo entre a cidade e a sua mitologia, em que a cidade acaba por consumir-se a si própria».
JP Simões é o homem indicado para falar de Buarque, um dos campeões neste lote de discos [nota do bloguer: álbuns de Maria João, Maria de Medeiros e Teresa Salgueiro ] (quase um terço das versões tem assinatura do músico e escritor do Rio). Além de frequentemente ser apelidado de «Chico Buarque português», o ex-Belle Chase Hotel já disputou um jogo de bola com o seu herói. «Foi um jogo organizado por uma moça que está a fazer um documentário sobre a influência de Chico Buarque nos músicos portugueses. Constituímos uma equipa e o Chico apareceu com a sua. Estivemos a jogar à chuva e peremos 1-0. Foi injusto, mas valeu», recorda. Depois de um dos concertos no Porto, JP Simões compareceu ao «beija-mão». «Como era o Chico Buarque, não me importei nada de ir para lá, só para estar ao pé dele. Chico Buarque é uma pessoa com um encanto físico e curioso, uma certa magia, e eu tenho andado tão colado ao imaginário dele durante tantos anos, que fiz questão de ir ver se ele não era um produto da minha imaginação, se existia mesmo. Ele é o mestre da canção em Português».

10 junho 2007

Novo vídeo disponível

Está disponível na extensão de vídeos a colaboração de JP Simões com os Cindy Kat. Trata-se da canção Miúdo, que tem letra e interpretação de JP Simões.

06 junho 2007

JP Simões convida Couple Coffee e vice-versa

O espectáculo JP Simões convida Couple Coffee será apresentado no dia 15 de Junho, em Sesimbra, no Espaço Zambujal. O concerto começa às 22h00 e a entrada custa dez euros.
Na véspera, 14 de Junho, é o Couple Coffee que convida JP Simões para a sua apresentação no B.Leza, Lisboa.

25 maio 2007

São Paulo, 1970

Avançámos uns números, desde que ele interpretava São Paulo 451, tema do álbum La Toilette des Étoiles, dos Belle Chase Hotel...
Nos dias 21 e 22 de Junho, JP levará o seu disco 1970 à cidade de São Paulo, em vez de ficar, como em 2000, a cantar o homónimo largo lisboeta. Quem quiser um cheirinho do Brasil em terras nacionais pode ouvi-lo com os Couple Coffee, neste sábado, 26, no Barreiro.

Texto publicado na Visão desta semana.

22 maio 2007

Música e Conversa em Paredes

JP Sinões vai estar em Paredes, na Casa da Cultura local, na próxima sexta-feira, como convidado do ciclo Conta-me Histórias.
A iniciativa, como o nome indica, engloba conversa e canções. JP Simões estará em palco, numa entrevista ao vivo, e far-se-á acompanhar da guitarra, com a qual tocará algumas músicas. Começa às 21h00.
No dia seguinte, JP Simões apresentará no Barreiro, o espectáculo JP convida Couple Coffee. O concerto realiza-se no auditório municipal Augisto Cabrita, estando marcado para as 21h00.

16 maio 2007

Próximos concertos: Lisboa e Vagos

Os próximos concertos de JP Simões realizam-se em Lisboa e em Vagos e contam ambos com a colaboração do duo Couple Coffee.
O espectáculo de Lisboa realiza-se amanhã, na Galeria Zé dos Bois, ao Bairro Alto, às 23h00. A apresentação em Vagos integra-se no ciclo Vagos em Acústico e irá ter como palco o Auditório do Centro de Educação e Recreio de Vagos. O ínício é às 22h00. O programa do Vagos em Acústico deste completa-se com as actuações de My Tie (já tocou, 12 de Maio) e David Fonseca (2 de Junho).

JP Simões fala de Sérgio Godinho


JP Simões, João Pedro Coimbra (Mesa) e Hélder Gonçalves (Clã) foram ouvidos pelo Diário de Notícias sobre a carreira de Sérgio Godinho e a visão de cada um dos três sobre o trabalho do cantautor que hoje inicia uma série de cinco concertos consecutivos de apresentação do disco Lupa, no Teatro Maria Matos, Lisboa.
JP Simões assinala que Sérgio Godinho, enquanto escritor de canções, «adquiriu um estatuto equivalente a mestre», destacando o facto de Godinho ter pegado na música portuguesa e tê-la juntado à brasileira.
A peça completa pode ser lida aqui.

15 maio 2007

1970 nas palavras dos ouvintes

Alguns comentários retirados do myspace do JP Simões:

Filipa, 14/05/07
No carro a ouvir 1970 Retrato, tentei traduzir, em simultâneo, a letra a um amigo meu australiano. Apesar do meu amigo ter percebido a atmosfera da canção, a condução tornou-se perigosa e instável, tal era o meu esforço...coloquei a música outra vez, calei-me e deixei-o apreciar...

Marta, 24/04/07
Sr JP Simões...tem aqui uma grande fã,ao dispor,que adormece ao som da sua música.

Margarida, 10/04/07
Obrigada pelo add... mas muito mais pelo "1970", que não largo desde o concerto do Passos de Manuel...

M, 18/03/07
JP,
Gosto muito do teu trabalho que sigo desde os Belle Chase Hotel e Quinteto Tati. Tens uma onda muito fixe.
Obrigado

Isabel, 17/03/07
Pura delícia sonora...

Aurora/Neblina, 27/02/07
"Exalta tua versão, depois suspira e diz que esquecer é a tua profissão"
muito obrigado por aceitar o add
grande cd, grandes musicas e grandes letras, parabens pelo excelente trabalho!
relembra a bossa nova de outros tempos, mas tem algo de nacional, muito bom mesmo, espero ter oportunidade de ver ao vivo
abraço

Corsage, 15/02/07
Olá Gêpe.
É unânime aqui por estes lados, o teu disco é grande e ambicioso.
Que te traga muitas alegrias.
Um abraço desses, "Transatlântico"

Sónia, 8/02/07
Estou absolutamente depende do teu 1970!
Parabéns por tudo e em especial pelo cuidado com as palavras, sublime poesia.
Beijo

Boopsie Cola, 31/01/07
JP Simões - 1970????
O meu novo anti-ácido diário.
Fabuloso!!!!

08 maio 2007

JP Simões no Boa Noite Alvim

JP Simões é o convidado de hoje do programa Boa Noite Alvim, da Sic Radical. A transmissão começa às 23h00. O programa repete amanhã às 02h00, quinta-feira às 05h00 e domingo às 23h00.
O genérico final do programa foi composto pelo JP Simões.

07 maio 2007

JP Simões convida Couple Coffee

As próximas apresentações ao vivo de JP Simões contarão com a presença do duo Couple Coffee, cuja vocalista, Luanda Cozetti, é a voz feminina de Se Por Acaso (Me Vires Por Aí).
Os concertos estão marcados para a Galeria Zé dos Bois, Lisboa (17 de Maio, 23h00), para o Centro de Educação e Recreio de Vagos (19 de Maio, 22h00) e para o Auditório Municipal Augusto Cabrita, Barreiro (26 de Maio, 21h00).
O alinhamento dos espectáculos contempla o repertório de JP Simões, com Luanda Cozetti a emprestar a voz a alguns temas e Norton Daiello, o outro elo do Couple Coffee, a dedilhar o baixo. Entre as canções escolhidas para estes concertos encontram-se a citada Se Por Acaso... e É Feio, a colaboração de JP Simões com o disco de estreia do Couple Coffee, Puro. Luanda e Norton irão ainda interpretar uma canção do seu mais recente trabalho, a homenagem a José Afonso Co'as Tamanquinhas do Zeca.

27 abril 2007

Peça sobre Drumming na RTP1

O Jornal da Tarde, da RTP1, passou hoje uma peça sobre o espectáculo Steel Drumming toca Zeca Afonso. JP Simões é um dos entrevistados. Para ver a peça, basta carregar aqui, depois é só entrar nos Videos on Demand e escolher a segunda parte do Jornal da Tarde de 27 de Abril e, quando abrir a janela do MediaPlayer, mover o ponteiro para os 12m40s de reprodução do ficheiro.

26 abril 2007

Concerto no Maxime transmitido na RTP1


A RTP1 transmite, à 1h15 da próxima madrugada de sábado para domingo, a gravação do concerto que JP Simões deu, no início deste mês, no Cabaret Maxime, Lisboa.

JP Simões com Drumming também no CCB

A digressão de JP Simões como voz do colectivo Drumming, no espectáculo de homenagem a Zeca Afonso, prossegue com as apresentações de Sines e de Faro, no fim-de-semana. Além disso, JP Simões é também o convidado do concerto da próxima segunda-feira, no Centro Cultural de Belém, Lisboa.

23 abril 2007

JP Simões e Drumming evocam Zeca Afonso

JP Simões é um dos cantores convidados pelo grupo de percussão Drumming para dar voz a canções de José Afonso, num espectáculo de homenagem ao autor de Grândola, Vila Morena. Já nesta semana, JP Simões irá apresentar-se em três palcos do País como convidado principal do Drumming.
A estreia do espectáculo dá-se no dia 25 de Abril, na Casa da Música, Porto. O concerto começa às 21h00. No dia 27, Steel Drumming toca Zeca Afonso apresenta-se no Teatro Municipal de Faro, às 21h30. No dia seguinte, à mesma hora, é a vez do Centro de Artes de Sines acolher esta produção.
Mais informações aqui.

Jornal Metro ouve JP Simões sobre música de intervenção

19 abril 2007

Incursões de JP Simões pelo cinema no IndieLisboa

Duas participações de JP Simões em projectos cinematográficos estarão em exibição no festival de cinema independente IndieLisboa, que hoje começa na capital.
Jantar em Lisboa, curta-metragem de animação realizada por André Carrilho a partir de um conto de JP Simões, também autor da banda sonora, vai estar a concurso. A estreia do ilustrador no desenho animado integra a Competição de Curtas e a Competição Nacional de Curtas.
A sinopse do filme diz-nos o seguinte: «No fim de mais um dia monótono, Jaime recebe um fax da namorada, Teresa, a terminar a relação que mantêm há um ano. Ao sair do escritório, parece que Lisboa também não está a ter um dia normal».
Jantar em Lisboa será projectado nos seguintes dias, horários e salas: 23 de Abril, Fórum Lisboa, 19h00; 24 de Abril, cinema King sala 2, 18h15; 27 de Abril, cinema King sala 2, 24h15.
O outro projecto escalado para o IndieLisboa no qual JP Simões participa é o trabalho mais recente de Edgar Pêra, Rio Turvo, que não está a concurso.
Rio Turvo é apresentado como «adaptação relativamente fiel do conto homónimo de Branquinho da Fonseca. Rio Turvo é talvez o mais clássico filme saído das mãos de Edgar Pêra, com uma intriga amorosa protagonizada por Nuno Melo e Teresa Salgueiro a desenrolar-se sobre o pano de fundo do trabalho de um grupo de homens (José Wallenstein e os cantores JP Simões e Manuel João são alguns deles) que, num terreno pantanoso preparam a construção futura de um grandioso aeroporto (!). Humor, fado, surrealismo e uma amostra semi-fantástica marcam uma obra originalíssima e surpreendente que até tem Platão como autor de alguns diálogos». JP Simões também canta no filme.
Rio Turvo será mostrado a 26 de Abril, no Fórum Lisboa, às 22h15 e no dia 28 de Abril, às 15h30, no cinema King 2.

Competição em Seul
Voltanto a Jantar em Lisboa, refira-se que o filme estará a concurso no Seoul International Cartoon & Animation Festival, que decorre de 23 a 27 de Abril, na capital da Coreia do Sul.

17 abril 2007

JP Simões em dose dupla em Faro


JP Simões ruma a sul, no próximo fim-de-semana, para apresentar o disco 1970 em Faro. Os concertos estão marcados para sexta-feira e para sábado, no Centro de Artes Perfomativas do Algarve.
Os espectáculos começam às 21h30. A seguir à actuação, JP Simões estará disponível para o diálogo com os espectadores.

11 abril 2007

Referência no DN de hoje

O disco 1970, de JP Simões, é uma das obras abordadas num trabalho, publicado hoje no Diário de Notícias, que se debruça sobre as relações da música portuguesa com a brasileira.
Numa breve análise a 1970 - não disponibilizada na edição electrónica -, lê-se o seguinte: «Já com data de 2007, 1970 representa a estreia a solo de JP Simões, vocalista dos entretanto extintos Belle Chase Hotel e do Quinteto Tati. Com uma eloquência rara, o músico não esconde a admiração por Chico Buarque. 1970 é também um retrato de uma geração que considera cansada, mas à qual nada falta. Inclui uma leitura de Inquietação, de José Mário Branco».

08 abril 2007

JP Simões no Festival Vinte e Sete


O espectáculo de apresentação do disco 1970 sobe esta semana ao nordeste do País. JP Simões e os seus músicos actuam, de quinta-feira a sábado, no âmbito da programação paralela do Vinte e Sete - Festival Internacional de Teatro, em três cidades transmontanas.
Os concertos realizam-se no Teatro Municipal de Bragança (dia 12), no Centro Cultural de Chaves (dia 13) e no Teatro de Vila Real (dia 14). Os dois primeiros espectáculos estão marcados para as 21h30. A apresentação em Vila Real começa às 22h00.

07 abril 2007

Vídeo de Se Por Acaso (Me Vires Por Aí)

O vídeo com a canção Se Por Acaso (Me Vires Por Aí), captado durante a gravação de um concerto para televisão, nos Estúdios Valentim de Carvalho, já está disponível na extensão de vídeos deste blogue.

04 abril 2007

Concerto no Cabaret Maxime


O Cabaret Maxime, Lisboa, é o próximo palco a ser pisado por JP Simões e pelos seus músicos, na apresentação ao vivo do disco 1970. O espectáculo está marcado para a próxoma sexta-feira, às 22h00. Este concerto será a primeira vez que o álbum é tocado em Lisboa depois do seu lançamento, em Janeiro.
A formação de palco é a seguinte: JP Simões (voz e guitarra), Sérgio Costa (piano, flauta e melódica), Tomás Pimentel (fliscorne e piano), Miguel Nogueira (guitarra), João Baptista (baixo) e Rui Alves (bateria e percussões).

27 março 2007

Concerto em Santa Maria da Feira

JP Simões apresenta o disco 1970 num concerto que se realiza no próximo sábado, às 22h00, no Cine-teatro António Lamoso, Santa Maria da Feira.
O espectáculo integra a programação do ROCKTARACT´07 e tem entrada gratuita.

Entrevistas na RUM e na Rádio Zero

As entrevistas de JP Simões à Rádio Universitária do Minho (RUM) e à Rádio Zero estão disponíveis para audição na internet.
O blogue do programa Má Fama, da Rádio Zero, permite descarregar para o computador um ficheiro mp3 em que pode ouvir-se a hora e meia de entrevista e sessão musical, que, na versão radiofónica foi reduzida a uma hora. Descarregar aqui.
No sítio da RUM pode ouvir-se a entrevista a esta estação radiofónica. Ouvir.

25 março 2007

JP Simões na televisão e na rádio


Na próxima madrugada, entre as 5h00 e as 6h00, a SIC Radical transmite o especial JP Simões 1970, gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho. O concerto integra a rubrica Max Música Live. O sítio na internet daquela operadora de televisão informa que a mesma rubrica é apresentada amanhã entre as 11h00 e o meio-dia. No entanto, não se sabe se nesse horário será retransmitida a prestação de JP Simões, pois não está especificado qual o artista "convocado" para a manhã.
Certo é que amanhã à noite, das 22h00 às 23h00, JP Simões será o convidado do programa Má Fama, da Rádio Zero. A promoção do programa promete mais do que uma simples entrevista: JP Simões vai tocar rechos de novas canções, algumas versões e temas do álbum 1970. A emissão pode ser ouvida aqui.


Foto: Pedro Cláudio

23 março 2007

JP Simões no Brasil

JP Simões viu, recentemente, confirmados dois espectáculos em São Paulo, Brasil. Os concertos estão marcados para 16 e 17 de Junho, no Teatro SESC de Pompéia. JP Simões foi contratado pelo Serviço Social do Comércio (SESC) de São Paulo, o que é um feito de assinalar, dado que aquela entidade - uma espécie de fundação - raramente contrata espectáculos de artistas estrangeiros.
Entretanto, a jornalista Mariana Albanese, agente de JP Simões no Brasil, está a trabalhar no sentido de marcar outras datas com o artista, em diferentes regiões do nosso "país irmão".

18 março 2007

JP Simões na colecção do Público - entrevista


JP Simões é o artista em destaque no Público de hoje, nas páginas dedicadas à colecção 50 Anos de Música - O Melhor da Música Portuguesa. O artista é entrevistado no caderno P2, explicando a sua canção - Se Por Acaso (Me Vires Por Aí) - que integra o CD oferecido com a edição de hoje do jornal.
«É uma digestão mal feita de uma separação. Não tem nenhuma história específica por detrás. Foi uma canção construída com recurso a uma série de histórias de amor e desamor. É o resultado da digestão de uma série de casos diferentes», afirma JP Simões sobre a canção cuja letra é de sua autoria e cuja música foi composta por Pedro Renato (Belle Chase Hotel).
O tema é cantado em dueto com Luanda Cozetti, assumindo as duas personagens - a masculina e a feminina - uma postura distinta sobre a relação que acabou. «Na canção há duas formas de encarar uma separação, que podem ser associadas a uma reacção mais masculina e a uma perspectiva mais feminina de viver essa situação. Há uma reacção mais orgulhosa, mais fria. Há uma atitude de um certo distanciamento, quase uma espécie de proclamação de independência face ao amor, que é mais tipicamente masculina. Mas há também uma postura mais afectuosa, mais doce, que aponta para uma outra resolução das coisas e que me parece próxima de uma atitude mais feminina», resume o cantautor.
JP Simões ressalva, contudo, que «não podemos generalizar. Não tenho propriamente dados científicos que comprovem isto e as pessoas, homens ou mulheres, não reagem todas da mesma maneira», frisa Simões.

No texto dado à estampa no P2, o artista explica ainda o início da sua carreira a solo, após a passagem por projectos como os Pop Dell'Arte, os Belle Chase Hotel e o Quinteto Tati. «Aconteceu agora porque aconteceu. Foi uma sucessão de circunstâncias. Estive em projectos que resultavam de um esforço colectivo, embora muitas vezes acabasse por puxar a carroça. Ultimamente, estava numa fase mais introspectiva. Apetecia-me compor sozinho e resolvi aproveitar», desvenda JP Simões.
No CD de hoje, além da canção de JP Simões, podem escutar-se artistas como os Da Weasel, Buraka Som Sistema, Sam The Kid, Maria João, Jorge Cruz ou Jorge Palma.

Fotos: Pedro Cláudio

16 março 2007

Entrevista à RTP

O Jornal da Tarde da RTP1 passou, no dia 14 de Março, uma peça sobre 1970. Além de algumas considerações do jornalista sobre o disco e sobre JP Simões, o próprio artista fala de viva voz sobre a sua música e sobre o estado do País. Pode ver-se essa peça nesta ligação (escolher a segunda parte do Jornal da tarde de 14 de Março, clicar para reproduzir o vídeo e colocar o ponteiro nos 15 minutos e 22 segundos de reprodução).

12 março 2007

Canções de JP Simões na colecção 50 Anos
de Música - O Melhor da Música Portuguesa


JP Simões é um dos artistas cujo trabalho consta da colecção 50 Anos de Música - O Melhor da Múisca Portuguesa, uma iniciativa conjunta do jornal Público, da EMI e da Valentim de Carvalho.
A colecção é composta por 30 CD, que serão distribuídos com as edições do Público de sexta-feira, sábado e domingo, ao longo de dez semanas. A campanha de lançamento inclui a oferta dos três primeiros discos, já no próximo fim-de-semana. O primeio CD da colecção encerra com 1970 (Retrato), de JP Simões. A faixa 2 do terceiro disco é outra canção de JP Simões, Se Por Acaso (Me Vires Por Aí).

O director da EMI Music Portugal, David Ferreira, disse ao Público que a compilação será surpreendente. «Nesta colecção encontramos dois tipos de surpresa. A escolha de um músico como JP Simões para fechar o primeiro CD, por exemplo, será uma surpresa para muitas pessoas. Outra das surpresas já planeadas é a inclusão na colecção de trechos que nunca saíram em CD - é o caso de registos de noites de fado que encontrei e que foram gravados em discos de 45 rotações, mas nunca foram editados em CD», revelou o responsável editorial.

11 março 2007

JP Simões convidado do Drumming na Casa da Música

JP Simões e Miguel Guedes (Blind Zero) são os convidados do grupo de percussão Drumming no espectáculo de homenagem a Zeca Afonso, que terá como palco a Casa da Música, Porto, no dia 25 de Abril, às 21h00.
O concerto insere-se no ciclo "Música e Revolução" e resulta de uma encomenda da Casa da Música. O grupo de percussão é o responsável por novos arranjos de canções de José Afonso, tendo JP Simões e Miguel Guedes como convidados para a interpretação de alguns temas.

04 março 2007

JP Simões no Frágil em noite dedicada a Al Berto

JP Simões, acompanhado pelo guitarrista Miguel Nogueira (Quinteto Tati), é um dos participantes na noite dedicada à poesia de Al Berto, que se realiza na próxima quarta-feira, a partir das 23h00, no espaço lisboeta Frágil.
O cartaz da iniciativa contempla ainda Vera Paz, Adriano Filipe, Bernardo Gomes de Amorim e JP Diniz.

02 março 2007

Texto no Ípsilon

Texto de um leitor, publicado na edição de hoje do Ípsilon, suplemento cultural do Público:

1970 tentativas far-se-iam. Nenhuma chegaria perto do resultado obtido por JP Simões: beleza em estado puro. A história abarca a avó do artista, Micamo, bamboleia-se com a mãe em Só Mais Um Samba e prossegue embalando o filho, Capitão Simão. É de afectos que se trata, mas também de crítica social ou não houvesse Inquietação no ar: Escute-se Retrato ou O Vestido Vermelho. Mais sóbrio do que nunca, JP mostra-nos Fábula Bêbada e revela não ser um Trovador Entrevado. E os desamores? Também temos: Lili & O Americano e Se Por Acaso. À laia de digestivo, o instrumental Werther encerra 1970.

23 fevereiro 2007

JP Simões e Zeca Afonso

O jornal Público dá hoje à estampa um trabalho evocativo de Zeca Afonso, assinalando a passagem do 20º aniversário do falecimento daquele artista. JP Simões foi uma das personalidades ouvidas nesse trabalho jornalístico, que procurou dar a conhecer o que pensam sobre Zeca Afonso alguns artistas na casa dos 30 anos. Aqui ficam as citações relativas a JP Simões:

«'A princípio inspirou-me um certo aborrecimento - e só depois fiquei fã'. Esse depois deu-se na altura do liceu, em que o 'ouvia imenso'. Mas lá por meio dos anos 80, as coisas, entre os adolescentes, estavam muito barricadas: JP acha qye havia 'um grupo que cantava o Zeca Afonso', um género de pessoas 'que se vestia como amante da natureza'. Zeca era, conclui, 'refém de um contexto partidário e estético'. (...)'As coisas estavam encaixotadas nos seus formalismos e como as posições políticas vêm de famílias, é provável que os de direita não o ouvissem - mas ele já ultrapassou esse bicórnio da política nacional'.
(...)
Simões vê nele um homem cuja qualidade principal é 'o lirismo, no sentido mais amplo, no sentido de cantar o mundo com as suas cambiantes'».

Novidades nos vídeos

A extensão de vídeos deste blogue tem três novas entradas.

21 fevereiro 2007

Concerto em Sines

O Centro de Artes de Sines recebe, no próximo sábado, o primeiro concerto de JP Simões com banda completa desde o lançamento do álbum 1970.
Recorrendo à mesma formação com que apresentou o disco em Dezembro, JP Simões (voz e guitarra) faz-se acompanhar por Sérgio Costa (piano, flauta e melódica), Tomás Pimentel (fliscorne e piano), Miguel Nogueira (guitarra), João Baptista (baixo) e Rui Alves (bateria e percussões).
O espectáculo começa às 22h00.

17 fevereiro 2007

Especial JP Simões na Sic Notícias


A Sic Notícias transmite o Especial JP Simões 1970 na próxima terça-feira, às 10h30 e às 20h30. O programa de 30 minutos repete ainda às 2h00 da madrugada de terça para quarta-feira.

16 fevereiro 2007

JP Simões e Alexandre O'Neill

JP Simões foi um dos artistas e intelectuais que o jornalista João Bonifácio ouviu para construir o trabalho hoje dado à estampa no novo suplemento cultural do Público, o Ípsilon.
Ainda que descontextualizadas, aqui ficam as referências a/de JP Simões:

«O compositor e excelso letrista JP Simões nota que O'Neill 'fazia uma série de observações do quotidiano que tinham a ver com algumas características do pathos português, o parecer bem, as aparências - e isso vai existir durante muito tempo'».

[Com o que é que Alexandre O'Neill gozaria hoje?]«JP Simões desconfia que o alvo seria 'o politicamente correcto e a questão nacional da crianção da imagem de Portugal para o exterior'».

09 fevereiro 2007

Melhor disco nacional de Janeiro


Os críticos de música do Diário de Notícias consideraram 1970, de JP Simões, o melhor disco nacional lançado em Janeiro. A distinção premiou ex aequo Não Sou Daqui, de Amélia Muge.

07 fevereiro 2007

JP Simões entrevistado por Henrique Amaro

JP Simões foi, ontem, o convidado do programa Portugália, apresentado por Henrique Amaro na Antena 3. A entrevista está disponível aqui (pesquisar a palavra "Portugália" e, em seguida, escolher a edição de 6 de Fevereiro).

1970 entre os mais vendidos

O álbum de JP Simões, 1970, continua a fazer parte da lista dos 30 discos mais vendidos do País. Na semana passada, o álbum de estreia a solo de JP Simões foi o 27º mais vendido em Portugal, de acordo com a tabela divulgada pela Associação Fonográfica Portuguesa.

05 fevereiro 2007

JP Simões cabeça de cartaz pelo Sim

JP Simões é o cabeça de cartaz da Festa Pelo Sim, iniciativa que o Movimento Cidadania e Responsabilidade Pelo Sim promove amanhã, 6 de Fevereiro, em Coimbra. O espectáculo começa às 21.30 e realizar-se-á no Cine-Teatro Avenida. Além da actuação de JP Simões, será projectado um vídeo e sobem ao palco os colectivos Diabo a Sete, Viv'Arte, Mezcal e O'queStrada.

Fotos e vídeos de JP Simões

Foram inauguradas duas extensões deste blogue. Numa delas estão disponíveis fotografias de JP Simões. Na outra, podem ver-se alguns vídeos.
Podes enviar as fotos e vídeos do JP Simões que queiras ver publicados para o seguinte endereço: jp.simoes.blogue@gmail.com

02 fevereiro 2007

Concerto Pelo Sim em directo na internet

O concerto a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez, que se realiza no dia 3 de Fevereiro, no Fórum Lisboa, e no qual participa JP Simões, terá transmissão em directo pela internet. O espectáculo começa às 21h00.
Além de JP Simões, participam na iniciativa os seguintes artistas: Terrakota, Mário Laginha, Maria João, Camané, Zé Pedro (Xutos & Pontapés), Pacman (Da Weasel), Vera Cruz, Cool Hipnoise, Micro Audio Waves, Vera Mantero e Pedro Pinto.

30 janeiro 2007

1970 mantém-se entre os mais vendidos

O álbum 1970, de JP Simões, continua na tabela dos 30 discos mais vendidos em Portugal. Esta semana ocupa a 22ª posição, dez lugares abaixo do posto alcançado na semana passada. Na tabela dos discos mais vendidos na cadeia de lojas Fnac, 1970 é o segundo álbum de originais com mais compradores.

29 janeiro 2007

JP Simões no My Space

JP Simões tem uma página no My Space, onde podem escutar-se as canções Fábula Bêbada, 1970 (Retrato), Trovador Entrevado e Werther. A ligação está na coluna do lado.

JP Simões pelo Sim à despenalização da IVG


JP Simões é um dos artistas que vai actuar a favor da despenalização do aborto. O concerto é uma iniciativa do movimento Jovens Pelo Sim e realiza-se no próximo sábado, às 21h00, no Fórum Lisboa.

26 janeiro 2007

Também no Blitz

A edição de Fevereiro da revista Blitz, nas bancas desde esta manhã, publica uma entrevista com JP Simões e uma crítica a 1970.

25 janeiro 2007

Entrevista à Visão

JP Simões dá uma entrevista à revista Visão desta semana, na qual define a música que fez em 1970, explica o processo de trabalho, revela a relação que tem com Portugal, desmitifica a alegada colagem a Chico Buarque e até fala do próximo álbum.

24 janeiro 2007

Mais ecos da blogosfera

Aikicoisa. Antestreia. apARTES. Artes. Desumanos. Devaneidades. Ensaimada. Eu Não Disse? Mar Salgado.

1970 entra para o top!

O álbum 1970, na primeira semana após chegar às lojas, entrou directamente para o décimo segundo lugar da tabela de discos mais vendidos em Portugal, uma lista elaborada pela Associação Fonográfica Portuguesa.
Além disso, o disco de JP Simões permanece entre os preferidos dos clientes da cadeia de lojas Fnac, sendo o segundo álbum de originais mais vendido no somatório de todos os estabelecimentos Fnac do País.

23 janeiro 2007

Entrevista ao Mundo Universitário


A revista Mundo Universitário publica uma entrevista com JP Simões, parcialmente editada também na edição de hoje do matutino Destak.
O trabalho na publicação estudantil pode ser lido aqui. Quem preferir a versão PDF pode consultar esta página.

JP Simões compõe genérico de programa radiofónico

JP Simões é o autor do genérico final do programa Boa Noite, Alvim, que Fernando Alvim irá apresentar na Antena 3. A criação de JP Simões pode escutar-se aqui.

16 janeiro 2007

Minidigressão pelas lojas Fnac

A promoção do álbum 1970 prossegue no próximo fim-de-semana com a gravação de um especial para a SIC Notícias, no domingo, e com três concertos em lojas da cadeia Fnac.
A primeira das três apresentações terá como palco a loja Fnac de Coimbra e decorrerá na sexta-feira, 19 de Janeiro, às 22h00. No dia seguinte, JP Simões mostra-se mais a norte, na Fnac do Gaiashopping, às 17h00. A Fnac Chiado, Lisboa, recebe o concerto de apresentação no dia 22, segunda-feira, às 18h30.
Estes espectáculos nas lojas Fnac terão o formato de uma voz e duas guitarras.

15 janeiro 2007

14 janeiro 2007

Convidado da Prova Oral

JP Simões, amanhã, 15 de Janeiro, é o convidado de Fernando Alvim, na Prova Oral, da Antena 3. O programa, em directo, é emitido às 19h00. Decorrerá em simultâneo com a transmissão da entrevista a Carlos Vaz Marques, na TSF.

Ao longo da semana, 1970 estará em destaque na Antena 1.

13 janeiro 2007

JP Simões no Pessoal e Transmissível

Carlos Vaz Marques entrevista JP Simões na TSF, no programa Pessoal e Transmissível. A entrevista vai para o ar às 19h15 de segunda-feira, dia de lançamento nas lojas do álbum 1970.

Entrevista e crítica no Expresso

O suplemento Cartaz, publicado com o Expresso de hoje, publica uma entrevista com JP Simões e apresenta a crítica ao álbum 1970.

12 janeiro 2007

Homenagem a um grupo de construtores da música

Nome indissociável do sucesso de projectos como Belle Chase Hotel ou Quinteto Tati, JP Simões estreou-se agora a solo com o trabalho discográfico “1970”, uma mão cheia de belas canções, servidas por uma voz inconfundível. Depois de Lisboa e do Porto, o músico estará esta noite em Coimbra, no auditório do Instituto Português da Juventude (IPJ), às 23H00, para o último de três concertos de apresentação de “1970”, que sairá para o circuito comercial a 15 de Janeiro próximo.

A solo, finalmente a solo num após Belle Chase Hotel e a par do Quinteto Tati, este “1970” é o quê? Uma homenagem às suas raízes musicais, às suas influências?
JP Simões – Sim, uma das características comuns a todas as profissões que envolvem a música é que o nosso trabalho acaba sempre por ser uma homenagem àquilo que gostamos de ouvir. Para além da originalidade, há sempre uma série de estilos de música e de ambientes que acabam por passar nos trabalhos que se fazem. Neste caso, neste meu primeiro trabalho a solo, o que aconteceu é que eu fui muito mais assumidamente trabalhar sobre as minhas grandes influências. Eu tinha há muito tempo vontade de fazer um disco mais luso-brasileiro, com uma forte referência a músicos, compositores e autores de canções que me são mais caros, como Chico Buarque de Hollanda. Mas este foi um ponto de partida, porque, de certa forma, Chico Buarque é também um compositor multiestilístico, e eu fui buscar um certo balanço onde me senti confortável para dizer aquilo que tenho a dizer. E assim este acabou por ser um disco fortemente marcado por essa homenagem à música brasileira.

E para além da música brasileira, de que já falou, nomeadamente com Chico Buarque, que outras influências tem neste seu trabalho?
São influências muito centradas nos anos 70, como no Quinteto Tati já se manifestou uma grande influência da música latino-americana. São algumas coisas claramente identificáveis e outras um pouco mais veladas. O facto é que eu conto com tudo o que contribuiu para me inspirar, para me motivar para trabalhar a música. Há muitas coisas na música brasileira que influenciam este disco, nomeadamente ao nível da produção, com a influência assumida de António Carlos Jobim. Houve um disco do Edu Lobo que me serviu de inspiração muito directa para eu fazer este “1970”. Essencialmente esta geração que nos anos 70 andava a fazer coisas de uma maneira muito brilhante. O António Carlos Jobim, o Vinicius de Moraes, o Edu Lobo, que são quase um grupo de construtores de música, que fazem parte do meu imaginário, que me influenciaram e influenciam bastante e influenciam também uma série de gente. É um pouco palavra corrente no Brasil o facto de muitos músicos viverem chateados com o Chico Buarque por ele ter deixado tão pouco por fazer no mundo da música.

É esta abrangência característica dos escritores de canções que o fascina também?
Sim é claro que me fascina, como me fascina a mensagem veiculada, com alguma melancolia. Mas sim, o fascínio é evidente.

Este é o primeiro projecto inteiramente seu, no qual assume a totalidade do processo criativo, com músicas, letras, arranjos e produção musical. Este era o momento de dar-se esta oportunidade a si próprio?
Sabe, as coisas vão acontecendo, foram acontecendo, não pelo melhor dos motivos. Quer dizer, eu não cheguei a este álbum, a solo, simplesmente pela depuração do meu próprio trabalho. Este até nem seria o meu plano. Acontece é que todos os projectos em que trabalhei anteriormente tiveram graves deficiências editoriais e promocionais que acabaram por os transformar em actos falhados e em muitas frustrações. Por exemplo, a “Ópera do Falhado”, em que eu me empenhei de forma total, foi apresentada mas o seu registo discográfico está há três anos para sair. Continuamos dependentes da boa vontade da editora, que já investiu alguns largos milhares no trabalho, mas que parece não querer rentabilizá-lo. O problema é que quando as editoras não funcionam bem prejudicam os músicos e os criadores de uma forma grave, que ficam com o seu trabalho e o seu investimento artístico e humano pendurado, hipotecado. A solução foi cortar com a editora e fazer uma outra banda com o meu amigo Sérgio Costa – o Quinteto Tati –, que começou a funcionar de outra maneira, sem tanta burocracia, sendo que, na altura, o nosso disco e a editora nasceram ao mesmo tempo. Entretanto as coisas também não correram da melhor forma, nomeadamente ao nível do agenciamento, e eu fui trabalhando neste disco a solo. Ou seja, eu vim parar aqui mais ou menos pelo fracasso do processo de trabalho que existia. E este é um assunto que se prolongou por todo este último ano e que eu estou a tentar por de parte. Trata-se um pouco de esquecer aquilo que não está feito e avançar. E se calhar isso é que importa, renovar as esperanças e levar este trabalho por um circuito normal. Porque até aqui nada tem florescido na Primavera. Com o meu agente, José Cardoso, decidimos avançar para este projecto, fomos para estúdio, a seguir vendemos o disco a uma editora e ficou o assunto arrumado.

Foi uma forma de assumir as rédeas do processo?
Eu não faço questão de andar a produzir e a realizar, preferia estar a fazer outras coisas, podia ter investido todo este trabalho no Quinteto Tati ou noutra coisa qualquer. Infelizmente não foi possível, porque há contratos e há compromissos que prendem as pessoas e o seu trabalho ás editoras e que frustram completamente este necessário trabalho em equipa. Isto não foi uma questão de proclamação de autoridade individual, teve sobretudo que ver com a necessidade de avançar para alguma coisa.

“1970” vai ser lançado quando?
O disco está concluído desde Maio, a sua saída tem sido sucessivamente adiada por questões não tenho interesse nenhum em recordar. O facto é que, desde Maio, só agora há uma data, que é 15 de Janeiro. Entretanto, o que eu tentei fazer com a editora para apaziguar um pouco o relacionamento é o seguinte: nos concertos promocionais em Lisboa, Porto e Coimbra terei algumas dezenas de exemplares do disco que as pessoas poderão comprar.

Para que público fez este “1970”? Para um público diferente dos devotos dos Belle Chase Hotel, daquele que angariou com o Quinteto Tati?
Não sei. Como sabe, o trabalho ainda não foi divulgado, vai sê-lo agora, será para o público que o quiser. Quando trabalho, eu não sei quem é o meu público alvo, não faço a mínima ideia. Bem, quer dizer, o meu público alvo sou eu, eu faço coisas que me agradam.

O disco sairá em Janeiro, mas iniciou já uma série de três concertos – em Lisboa, no Porto e em Coimbra – de apresentação. E escolheu espaços para relativamente pouco público. Interessa-lhe fazer concertos mais intimistas?
Sem dúvida. Como deve imaginar não ia tentar fazer concertos para 40 mil pessoas. É claro que existe na escolha destes três locais alguma dose de calculismo, mas como os concertos estão a ser feitos um pouco a expensas do meu agente, também optamos por salas que não implicassem grandes custos. A questão é que nós decidimos avançar para a divulgação do disco, um pouco para fazer frente à demora na sua distribuição e também para dar a algumas pessoas a possibilidade de o comprarem, ainda que seja num circuito mais ou menos fechado.

Os Belle Chase Hotel em que caminho ficaram? E o Quinteto Tati, que destino terá?
Os Belle Chase Hotel morreram um pouco de morte natural. Deixou de nos dar prazer o projecto, deixou de haver gozo no que fazíamos, quase todos avançámos por outros caminhos... Encontrámo-nos de novo nos 10 anos do grupo. Foi bom, mas acabou. Quanto ao Quinteto Tati, este meu trabalho a solo é apenas um interregno, até porque estou a trabalhar com os mesmo músicos e o projecto mantém-se com a mesma vontade de todos.

(Lídia Pereira, Diário As Beiras)

O luso-sambismo como estranha forma de vida

Não foi por capricho que J. P Simões insistiu para que o seu disco inaugural a solo ostentasse como título o ano em que nasceu. Afinal, trata-se do mais pessoal e intimista projecto que já levou a cabo, mas também uma data simbólica que o antigo líder dos Belle Chase Hotel e Quinteto Tati quer ver como o advento de algo ainda por cumprir.

Mais por força das circunstâncias do que por opção pessoal, a errância não tem largado uma carreira cujos primórdios remontam já ao alvor da década de 90, então como membro dos Pop Dell'Arte. "Todas as coisas que fiz até ao Quinteto Tati enguiçaram por culpa de terceiros. Por mais que tentasse cumprir, os projectos editoriais que tive até essa altura falhavam sempre por qualquer motivo. Achei, por isso, que tinha chegado a altura ideal para encontrar a minha verdadeira definição musical", revela, sem pejo em considerar que "existe um contraste imenso entre as necessidades de alguém que cria e a forma como trabalham os produtores".

Farto de esperar pelo lançamento de um disco já concluído em Maio, várias vezes anunciado e outras tantas adiado, Simões optou por fazer-se à estrada e assumir as despesas da promoção ao vivo. Agora que a saída já está calendarizada - na próxima segunda-feira deverá chegar às lojas -, o cantor e compositor vê nas dificuldades que têm povoado a sua carreira um sintoma da decadência da música, "uma das artes mais desrespeitadas e banalizadas até ao exagero" "Ela entrou em falência a partir do momento em que se industrializou e passou a sair das quatro paredes".

"Não perdi a esperança"

Por muito variadas que tenham sido as críticas que "1970" suscitou até à data, há um ponto em relação ao qual todas convergem as influências brasileiras, baptizadas pelo músico como "luso-sambismo". J. P. Simões não nega as matrizes cariocas do disco - "é como se tivesse uma alma portuguesa com um coração brasileiro transplantado", diz - mas contra-ataca: "Por que razão não endereçam essa pergunta a todas as bandas que soam como americanas?"

No tema mais marcante do disco, o homónimo "1970", J. P. lança um olhar cruel e desencantado sobre a geração a que pertence. Um ajuste de contas com o passado? "Só se for comigo próprio. Tentei encontrar as razões para a falência espiritual que hoje nos assalta. E não, ainda não perdi a esperança".

"Onde está a malta?"

Nesta "introspecção retrospectiva", não quis fazer tanto "um retrato científico" de uma geração que considera anestesiada, mas sim uma análise desassombrada que não exclui a autocrítica "Toda a gente sabe muita coisa e participa em conversas de café, mas, curiosamente, não vejo a maior parte dessas pessoas na realidade do meu país. Onde está a malta? Quem assume a cidadania?"

Ao cabo de mais de uma década de um percurso que, pese embora a passagem por vários grupos, foi sempre solitário, J. P. Simões evita as verdades absolutas, passados que foram os tempos de euforia e salutar inconsciência que marcaram os primeiros anos no meio. Mas experimente-se perguntar-lhe a quem se destina a sua música e, por uma vez, a resposta não tarda em chegar, cristalina "O meu público-alvo? Sou eu. Tento fazer o que gostaria de ouvir. É o mínimo e máximo que posso fazer".

As pequenas histórias que povoam o disco, versando desde os entes queridos às tragicomédias anónimas das grandes cidades, revelam um cuidado laborioso com as palavras. Autor do libreto de "A ópera do falhado", Simões não nega que conserva no seu íntimo ambições literárias. Mas... "sou muito desorganizado. Escrever custa-me muito. Antes que o faça, tenho que conseguir limpar primeiro todo o barulho que há na minha cabeça. O problema é que não sei bem o que procuro. Procuro clarificar-me. É isso".

"1970" ainda não chegou sequer ao mercado e J. P. Simões já perdeu a conta aos comentários que aludem à presença tutelar de Chico Buarque ao longo do disco. Nada que o preocupe por aí além, ou não encarasse o autor do recente "Carioca" como "uma colmeia e um mestre multi-estilístico, cujas canções são um exemplo de finura, argúcia e um enorme força expressiva". Mas, sem fugir à referência-mestra, aponta Vinicius de Moraes e João Gilberto como as figuras fantasmáticas de "1970" "O primeiro por este ser um disco de pequenas histórias e palavras. Gilberto também, porque a forma como trabalho a guitarra tem tudo a ver com a sua batida claudicante".

(Sérgio Almeida, no Jornal de Notícias)

Entrevista e crítica no DN

O suplemento , publicado com o Diário de Notícias, publica hoje uma entrevista com JP Simões, assim como a crítica a 1970.

05 janeiro 2007

JP Simões em discurso directo

AS COISAS QUE ME GERARAM (OU UMA SOMBRA NO MORRO)

tentativa de identificação de JP Simões num aeroporto alcatifado

uma casa no som: um projecto de sci-fi:

Já há alguns anos que eu andava à procura de uma casa no som que fosse mais parecida com o que eu gostava e que me permitisse juntar as minhas histórias meio letárgicas, meio amnésicas a um balanço mais vital que sinto mais como o meu pulsar do que a forma portuguesa de fazer canções. Também tem a ver com anos e anos a ouvir Chico Buarque de uma maneira talvez exagerada. Pensei: já que vou fazer um disco sozinho, vou fazer um disco simples, uma coisa que ando há muito tempo para fazer, um luso-samba. Onde está o meuf uturo? Em 1970. Foi o que me ocorreu. Este disco é uma coisa muito artesanal, sem máquinas, com coros naturalistas como nos anos 70, com construções muito Chico Buarque, Tom Jobim... aquilo foi pensado como qualquer coisa de ficção científica, como se, no ano em que nasci, tivesse aidade que tenho... a imaginar que o nosso desenvolvimento cultural era diferente, que éramos pessoas que absorvíamos e transformávamos... com aqueles dois lados: o que sorve tudo, se mimetiza em tudo e ama as coisas novas quase com desespero, com uma alegria violenta, e o contraponto disso que é manter tradições mortas, direitinhas, como uma espécie de vínculo à terra. Eu tentei depurar esses elementos todos, há uma série de pormenores nos arranjos que particularizam aquilo, que põem uma sombra no morro. Esta foi uma primeira experiência. Eu ainda quero ir para algum lado a partir daqui onde encontrasse a minha toada. Tentar recomeçar a partir do sítio onde, há trinta e tal anos, deixámos as coisas mais ou menos auspiciosas e que, depois, esquecemos um bocado.


à deriva pelo Atlântico Sul:


O Quinteto Tati era uma coisa mais latino-americana, tinha um bocadinho de tudo, não tão especializado no samba. No samba-canção como aquilo que veio a dar o lugar à bossa. Para ser mais preciso, eu vejo aquilo mais como um luso-samba-canção. Uma identidade transatlântica. De certa maneira, também peguei um bocado na minha mitologia pessoal do tempo que vivi no Brasil e, quando, era eu miúdo e o Vinícius de Morais brincava comigo em casa de uma prima dele. Resolvi assumir uma identidade meio-ficcional, meio-lenda, o meu direito a ser brasileiro. Sinto isso um pouco como uma conquista minha, o ter conseguido concretizar uma terceira coisa.


a minha língua é a minha pátria (ou o meu divã)?


Tal como acontecia no tempo dos Belle Chase Hotel, de vez em quando ,escrevo letras em inglês, há coisas, determinados balanços, determinadas formas de construir uma canção que só ficam bem assim... mas não tenho ido por aí, tenho andado a tentar fazer uma espécie de psicanálise e, para a fazer, tens de a fazer na tua língua. É o único acesso que tens ao teu próprio caos. Nesse aspecto, quando as coisas se tornaram menos uma celebração de estilos e mais “una busqueda”, comecei, naturalmente, autilizar a minha língua, a procurar uma série de elementos da minha própria cultura que explicassem o que torna ser português tão incompreensível e bisonho e bizarro...


quem gerou a minha geração?


Compus um retrato de coisas dispersas, tive de me limitar no tempo e no espaço. Fui pegar num tempo, nos anos 80, numa cidade como Coimbra e tentar fazer um retrato que vacilasse um pouco entre a auto mutilação e o diagnóstico daquelas características que também encontro nos outros e que interrogasse: mas que contexto foi este para as pessoas ficarem assim, que era do vazio foi esta? Mas, depois, a própria música diz que a minha geração é a minha solidão, aquilo é uma tentativa de identificação. Até porque, muitas vezes, quando digo a palavra “geração” coloco-a num plano muito mais pessoal – as coisas que me geraram. Mais do que um grupo de gente que foi gerado comigo, ao mesmo tempo. Mas, evidentemente, também estou a falar daqueles a que posso chamar “os ratos de laboratório meus companheiros”. Aquelas pessoas geradas no mesmo meio que, a partir de certa altura, se vão começar a transformar em qualquer coisa. Porquinhos da Guiné, meus irmãos... Sempre imaginei isso mais como o meu avô diz “um rapaz da minha idade, da minha geração”... Houve uma marcação cerrada aqueles defeitos que sinto que também tenho, reportando-me também a um ressentimento em relação à minha cidade (suponho que cada um tem uma ideia da sua cidade...), uma cidade pequena, sem grande rumo nem grandes ideias, que se deixou adormecer ao colo dos fantasmas, sem oferecer nada... não que devesse oferecer alguma coisa...mas, depois, as pessoas são humanas, estão-se um bocado nas tintas para o espaço em comum, vivem lá a adorar os mortos o que gera um certo autismo em que vivemos enfiados no nosso buraco, com os nossos delírios, a jogar demasiadamente com a ironia porque era muito pesado falar sobre o concreto ou porque não havia coisas que se pudessem levar a sério.


uma ou duas gerações atrás, “Inquietação”, de José Mário Branco:


É uma canção mais universal que generaliza um bocado aquela sensação de “para onde é que foi toda a gente? para onde é que foram aqueles planos fantásticos?”... são sintomas de um problema ou de uma forma de estar. É, se calhar, mais uma canção sobre uma geração perdida. As coisas, às vezes, tem triplas ou quádruplas utilidades: acaba por ser um exercício de identificação com os outros ratos de laboratório, uma espécie de saldar de contas. O Henrique Amaro convidou-me para fazer uma versão naquele disco,Uma Outra História. A canção é uma eminência parda, inscreve-se naquele grupo de músicas que ouvi na adolescência e que me marcaram. Mas, nessa altura, com a claustrofobia de não me identificar com a própria terra, identificava-me muito mais com os objectos alienígenas como os Pop Dell’Arte que foram uma reacção mais justa ao no future que também se instalou, nosanos 80, aqui no nosso país: não há cá acordos pífios com o tempo nem homenagens nacionalistas, há um espírito de identificação com o mundo e uma liberdade de referências... já que isto é tudo tão confuso e há tão pouca coisa a que vale a pena dar continuidade, houve uma vontade muito grande de não pertença e de inventar um programa que fosse, ostensivamente, não daqui. De tal modo não daqui a ponto de não ser de lado nenhum. Mas, mais tarde ,essa libertação pela libertação também começou a não me satisfazer. Os BelleChase Hotel acabaram por ser também um bocado aquela atitude “o mundo é nosso” porque houve outra circunstâncias que tiveram a ver com a mundificação da informação nos ano 90, começámos a ter a informação toda à porta de casa... pega-se nisso, abre-se os pulmões e ver a música toda ,deixá-la entrar... fazer os Descobrimentos para dentro! Acabou por ser uma exaltação da música e do mundo e de uma série de estilos... mas, passado um tempo, começou-me a parecer uma celebração injusta. E precisei de me começara encontrar. Dei por mim a dizer: e este sítio onde eu vivo, esta coisa descurada, este aeroporto alcatifado?...

(síntese de João Lisboa de uma conversa com JP Simões)

Publicado originalmente nos Santos da Casa.